7 lugares de Buenos Aires que os turistas passam na frente sem perceber


Buenos Aires é uma cidade que recompensa quem caminha com atenção. Às vezes, basta atravessar uma rua, entrar em uma galeria ou olhar para o prédio ao lado para descobrir um lugar que passa despercebido pela maioria dos visitantes, ainda que localizados nas regiões mais turísticas da cidade.

Pasaje 5 de Julio
Quem visita a Casa Rosada, a Plaza de Mayo ou o bairro de San Telmo costuma passar a poucos metros de um dos trechos mais curiosos da cidade sem perceber. O Pasaje 5 de Julio é uma pequena rua de pouco mais de uma quadra, escondida entre edifícios históricos do Centro. O que a torna especial é o fato de preservar parte do traçado urbano da Buenos Aires colonial, oferecendo um raro contraste com as largas avenidas que surgiram décadas depois. Caminhar por ali leva apenas alguns minutos, mas é suficiente para imaginar como era a cidade antes das grandes transformações urbanas do final do século XIX. É um daqueles lugares que dificilmente aparecem nos roteiros tradicionais, mas ajudam a contar uma parte importante da história de Buenos Aires.


Edifício Otto Wulff
Milhares de turistas passam diariamente pela Avenida Belgrano, entre a Plaza de Mayo e San Telmo, sem perceber um dos edifícios mais impressionantes da arquitetura portenha. Inaugurado em 1914, o Edifício Otto Wulff chama atenção pela fachada repleta de esculturas, figuras humanas, animais e detalhes ornamentais que parecem surgir a cada novo olhar. Inspirado na arquitetura centro-europeia, é considerado uma das construções mais emblemáticas do período conhecido como Belle Époque argentina. Vale a pena diminuir o ritmo da caminhada por alguns minutos e observar a riqueza dos detalhes da fachada. É um excelente exemplo de como Buenos Aires costuma revelar verdadeiras obras de arte a quem simplesmente levanta os olhos durante o passeio.


Librería de Ávila
Enquanto a maioria dos visitantes segue diretamente para a famosa El Ateneo Grand Splendid, poucos descobrem que Buenos Aires abriga também a livraria mais antiga da cidade. Fundada no século XVIII, a Librería de Ávila ocupa um edifício histórico na esquina das ruas Alsina e Bolívar, a poucos metros da Plaza de Mayo. Ao longo de mais de duzentos anos, tornou-se um ponto de encontro de intelectuais, escritores e pesquisadores, preservando até hoje um ambiente acolhedor e um acervo especializado em história, literatura e cultura argentina Entre estantes de madeira, edições antigas e um pequeno café nos fundos, é fácil esquecer por alguns minutos o movimento intenso do Centro e descobrir um dos espaços culturais mais charmosos de Buenos Aires.

Pasaje Roverano
Milhares de pessoas atravessam diariamente a Avenida de Mayo sem perceber que existe uma elegante galeria ligando a avenida à Hipólito Yrigoyen. O Pasaje Roverano foi inaugurado em 1918 e preserva pisos de mármore, elevadores antigos e detalhes arquitetônicos que lembram as galerias comerciais europeias do início do século XX. É uma travessia rápida, mas suficiente para mostrar uma Buenos Aires que permanece praticamente escondida em plena região central.

Galería Güemes
Quem caminha pela Calle Florida costuma prestar atenção apenas nas vitrines das lojas. No entanto, poucos metros acima existe um dos mirantes mais interessantes do Centro de Buenos Aires. A Galería Güemes, inaugurada em 1915, foi um dos primeiros arranha-céus da cidade e mantém até hoje um terraço com uma vista privilegiada do Centro. O edifício também abriga belas passagens comerciais e uma arquitetura que merece ser observada com calma.

Casa Mínima
San Telmo está repleto de casarões históricos, antiquários e cafés. No meio desse cenário existe uma construção que muitos visitantes atravessam sem perceber. A Casa Mínima chama atenção justamente pelo tamanho. Com pouco mais de dois metros de largura, é considerada uma das fachadas mais estreitas de Buenos Aires. Embora existam diferentes versões sobre sua origem, ela acabou se transformando em uma curiosidade histórica do bairro e rende uma parada rápida durante a caminhada por San Telmo.

Pasaje Russel
Em Palermo, milhares de pessoas caminham diariamente pelas ruas Honduras, El Salvador e Gurruchaga. Poucas entram no pequeno Pasaje Russel. Ao longo de toda a passagem, muros e fachadas são ocupados por grafites, murais e intervenções artísticas que mudam constantemente. O resultado é uma galeria de arte urbana a céu aberto, que faz parte de diversos walking tours dedicados ao tema. Mesmo quem já conhece Palermo costuma se surpreender ao descobrir esse pequeno trecho escondido entre ruas tão movimentadas.

Vamos! recomenda
Nem sempre é preciso atravessar a cidade para descobrir algo novo. Muitas vezes, basta entrar em uma galeria, observar um edifício histórico, caminhar por uma rua menos movimentada ou simplesmente levantar os olhos. É assim que surgem algumas das melhores lembranças da viagem. Treine o olhar para buscar e descobrir essas pequenas preciosidades.

Por Andrea Guerra | Vamos! Buenos Aires
(Atualizado em Junho/26)